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Michelle Larcher de Brito perde 3-6 e 0-6
A jovem portuguesa Michelle Brito, actual 111.ª jogadora do Mundo, não fez valer o seu estatuto de quarta cabeça-de-série do “qualifying” feminino do Open da Austrália, perdendo perante a modesta bielorrussa Ekaterina Dzehalevich (172.ª WTA) em dois esclarecedores parciais (3-6 e 0-6).
Contrariando o favoritismo que lhe era atribuído para chegar ao quadro principal do primeiro Grande Slam da época, a portuguesa falhou logo na estreia na fase de qualificação. E, ironicamente, o duelo com a acessível Dzehalevich até começou de forma prometedora. Michelle fez 1-0 a servir e, de seguida”, quebrou o saque da adversária. Contudo, quando se esperava que aproveitasse o balanço para chegar a 3-0, a lisboeta rapidamente revelou as tradicionais dificuldades em concentrar-se aquando do seu serviço.
Depois do 2-2, Michelle voltou a acertar o seu serviço e com 3-2 a seu favor teve oportunidade para somar o segundo “break” do dia. Não o fez, o possível 4-2 fugiu e, pior que tudo isso, nunca mais voltaria a roubar um serviço à opositor. Ou dito de outra forma: até final só voltou a ganhar 1 jogo!!!
No segundo “set”, depois de ter cedido o primeiro em 40 minutos, Michelle até chegou a dar a ideia de que estaria em condições de protagonizar uma das suas épicas reviravoltas. No entanto, após ter conseguido 40-0 no serviço da opositora, rapidamente desperdiçou as três oportunidades de “break” e viu a bielorrussa adiantar-se para 1-0. Se as coisas já não estavam bem, a partir daí foi um autêntico desastre.
Só perto do final, quando evitava escapar ao sempre embaraçoso 0-6, é que a portuguesa radicada nos Estados Unidos esboçou uma certa reacção, somando alguns pontos. Ainda assim, com vários erros pelo meio, o “set” acabou por ser entregue… sem somar um único jogo e em escassos 20 minutos.
Termina assim, bem antes do verdadeiro torneio começar, a passagem de Michelle Brito pelo Open da Austrália. Para a história fica a sua enésima exibição desastrada, marcada pelos 6 “breaks” sofridos e pelas 7 duplas faltas cometidas. A adversária também ofereceu 4 pontos a servir mas, em contrapartida, assinou 14 ases, algo que a portuguesa só fez uma vez.

























